R@NY IZ@
terça-feira, 20 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Aqui (Ana Carolina)
Aqui
Eu nunca disse que iria ser
A pessoa certa pra você
Mas sou eu quem te adora
Se fico um tempo sem te procurar
É pra saudade nos aproximar
E eu já não vejo a hora
Eu não consigo esconder
Certo ou errado eu quero ter você
Você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mais não dá
É como uma repreza pronta pra jorrar
Querendo iluminar a estrada, a casa, o quarto, onde você está.
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar e te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Aqui...
Agora que você parece não ligar
Que já não pensa e já não quer pensar
Dizendo que não sente nada
Estou lembrando menos de você
Falta pouco pra me convencer
Que sou a pessoa errada
Eu não consigo esconder
Certo ou errado eu quero ter você
Você sabe que eu não sei jogar
Não é meu dom representar
Não dá pra disfarçar
Eu tento aparentar frieza mais não dá
É como uma repreza pronta pra jorrar
Querendo iluminar a estrada, a casa, o quarto, onde você está.
Não dá pra ocultar
Algo preso quer sair do meu olhar
Atravessar montanhas e te alcançar
Tocar o seu olhar e te fazer me enxergar e se enxergar em mim
Em mim...
Aqui!
sábado, 17 de setembro de 2011
Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo, um homem sentou e observou a borboleta por várias horas conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe. O homem decidiu ajudar a borboleta. Pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.A borboleta saiu facilmente, mas seu corpo estava murcho e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário para a borboleta passar através da pequena abertura eram o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
"Ver Vendo"...
De tanto ver, a gente banaliza o olhar...
Vê não-vendo...
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver...
Parece fácil, mas não é...
O que nos cerca, o que nos é familiar,
já não desperta curiosidade...
O campo visual da nossa rotina é como um vazio...
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta...
Se alguém lhe perguntar o que você vê no seu caminho,
você não sabe...
De tanto ver, você não vê...
Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo
mesmo hall do prédio de seu escritório...
Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro...
Dava-lhe um bom dia e às vezes lhe passava um recado
ou uma correspondência...
Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer
Como era ele? Sua cara?Sua voz? Como se vestia?
Não fazia a mínima idéia...
Em 32 anos, nunca o viu...
Para ser notado, o porteiro teve que morrer...
Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa,
cumprindo o rito, pode ser que também ninguém
desse por sua ausência...O hábito suja os olhos e lhes
baixa a voltagem...Mas há sempre o que ver....
Gente, coisas, bichos...
E vemos? Não, não vemos...
Uma criança vê o que um adulto não vê...
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que,
de tão visto, ninguém vê...
Há pai que nunca viu o próprio filho...
Marido que nunca viu a própria mulher
(e desconhece os seus segredos e desejos),
isso existe às pampas...
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos...
É por aí que se instala no coração o
monstro da indiferença...
Otto Lara Rezende
Vê não-vendo...
Experimente ver pela primeira vez o que você vê
todo dia, sem ver...
Parece fácil, mas não é...
O que nos cerca, o que nos é familiar,
já não desperta curiosidade...
O campo visual da nossa rotina é como um vazio...
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta...
Se alguém lhe perguntar o que você vê no seu caminho,
você não sabe...
De tanto ver, você não vê...
Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo
mesmo hall do prédio de seu escritório...
Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro...
Dava-lhe um bom dia e às vezes lhe passava um recado
ou uma correspondência...
Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer
Como era ele? Sua cara?Sua voz? Como se vestia?
Não fazia a mínima idéia...
Em 32 anos, nunca o viu...
Para ser notado, o porteiro teve que morrer...
Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa,
cumprindo o rito, pode ser que também ninguém
desse por sua ausência...O hábito suja os olhos e lhes
baixa a voltagem...Mas há sempre o que ver....
Gente, coisas, bichos...
E vemos? Não, não vemos...
Uma criança vê o que um adulto não vê...
Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo
O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que,
de tão visto, ninguém vê...
Há pai que nunca viu o próprio filho...
Marido que nunca viu a própria mulher
(e desconhece os seus segredos e desejos),
isso existe às pampas...
Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos...
É por aí que se instala no coração o
monstro da indiferença...
Otto Lara Rezende
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